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Tia Gladys e Seus Bichinhos

L
Classificação
Etária
0,0
Avaliação
do Usuário
8,8
Avaliação
InfanDB

Tia Gladys e Seus Bichinhos

Dados de Exibição

de 01/02/1957 a 06/02/1970

de segunda a sábado - 18h55

Sinopse

Estreado em maio de 1955 na TV Tupi do Rio de Janeiro, Histórias Animadas (posteriormente conhecido como Gladys e Seus Bichinhos) foi o pioneiro dos programas infantis baseados na técnica de ilustração ao vivo na televisão brasileira. Idealizado e conduzido pela educadora e artista plástica Gladys Mesquita Ribeiro, o programa encantou gerações ao unir a contação de histórias pedagógicas ao nascimento de personagens carismáticos.

Histórias Animadas - Histórias Animadas Nestlê - Estrelândia – No Mundo dos Brinquedos

Elenco principal

Em maio de 1955, a TV Tupi do Rio de Janeiro colocava no ar uma produção que revolucionaria a linguagem dos programas infantis na televisão brasileira: o Histórias Animadas. Sob a direção inicial de Fredímio Trotta, a atração destacou-se como a legítima precursora de formatos lúdicos baseados no desenho ao vivo, influenciando diretamente projetos posteriores de sucesso, como A Turma do Lambe-Lambe.

A origem do programa confunde-se com a trajetória de Gladys Mesquita Ribeiro. Educadora, decoradora e programadora visual, Gladys procurou originalmente a TV Tupi para sugerir um projeto cultural e urbanístico intitulado Você Sabe Onde Pisa?, no qual desenharia e explicaria a história por trás dos nomes das ruas cariocas.

Embora o então diretor David Cohen tenha recusado a ideia original por demandar urgentemente uma atração voltada à infância, ele enxergou potencial no talento plástico de Gladys. Valendo-se de sua experiência pedagógica em sala de aula, onde já utilizava ilustrações como ferramenta didática, ela aceitou o desafio. Patrocinado pela Nestlé, o programa consistia na figura da “Tia Gladys” diante de uma folha de papel kraft, utilizando apenas um fuzain (carvão vegetal) para dar forma e movimento às fábulas, lendas e contos educativos que narrava.

Em 8 de dezembro de 1955, a produção transferiu-se para a TV Rio sob o título de Estrelândia – No Mundo dos Brinquedos, assegurando o patrocínio dos Brinquedos Estrela na faixa das 19h15 das terças-feiras. Após uma breve temporada exclusiva na TV Itacolomi, em Minas Gerais, a apresentadora retornou à Tupi em 27 de junho de 1956 com o formato rebatizado para Gladys e Seus Bichinhos. Com 25 minutos de duração, o show ganhou uma dinâmica de exibição interestadual inovadora para a época, ocupando a grade de diferentes estados a cada dia da semana: segunda-feira no Rio de Janeiro, terça-feira em São Paulo, quarta-feira em Curitiba e sexta-feira em Minas Gerais. Sozinha em cena, Gladys necessitava apenas de um cavalete, seu carvão e duas câmeras para cativar um público que ia dos 5 aos 15 anos.

Ao longo dos anos, o infantil contou com o comando de diretores de peso da história da TV, como Geraldo Casé, Walmor Bergesch, Ewaldo Rui, Luiz Galon, Cambizes Martins, Fernando Barroca Marinho, Cícero Schneider e Gaetano Guerardi.

Os animais que ganhavam vida na ponta do carvão de Gladys imortalizaram-se no imaginário da primeira geração de telespectadores do país. Destacavam-se a meiga formiguinha Gida; a gatinha Clarinha (batizada em homenagem à filha da apresentadora); a peixinha Marci; a abelhinha Domi; a cachorrinha Lelete — inspirada em um cão pequinês que Gladys ganhou de presente do humorista Chico Anysio —; e o sapo Godô, um personagem esteticamente feio, mas construído intencionalmente para conquistar o afeto das crianças por seu carisma e doçura.

O universo visual expandiu-se com a introdução de temas musicais exclusivos compostos por grandes nomes da MPB e da Bossa Nova, como Roberto Menescal, Sérgio Bittencourt, Luis Carlos Dória e Homero Moutinho, além de contar com fundos musicais gravados por vozes consagradas como Beth Carvalho e Lúcio Alves.

Na década de 1960, a atração migrou para a TV Excelsior. Contudo, a trajetória de sucesso na nova casa foi interrompida por critérios éticos da apresentadora. Descontente com a decisão da diretoria comercial da emissora de veicular anúncios de bebidas alcoólicas nos intervalos de seu bloco infantil, Tia Gladys optou por rescindir o contrato. Longe das telas, sua produção artística não estagnou: ela publicou 38 livros distribuídos pelas coleções “Gladys e seus Bichinhos”, “Histórias do meu Jardim” e “Mundo Infinitamente Pequeno”, além de gravar 20 discos de histórias. No final da década de 1970, o clássico formato foi reeditado com sucesso pela TVE, integrando a faixa infantojuvenil Arco-Íris.

Galeria

Fontes
“O que há de melhor” – Diário Carioca (21/05/1955); “TV Em Revista” - Revista do Rádio (10/12/1955); “Gladys na Tv Rio” – Correio da Manhã (08/11/1955); “Animada” – Jornal do Brasil (05/07/1955); Depoimento - Gladys M. Ribeiro (15/12/2005); Jussara Câmara - www.idademaior.com.br, acessado em 10/2005

Onde assistir:

Nenhuma plataforma streaming encontrada para esse programa.

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