Clube do Capitão Aza
120 minutos - PAL-M - SD - Mono
Etária
do Usuário
InfanDB
Clube do Capitão Aza
120 minutos - PAL-M - SD - Mono
Dados de Exibição
de 03/06/1966 a 16/10/1978
de segunda a sexta-feira - 16h00
"Alô, alô Embratel! Alô, alô Intelsat 4! Alô, alô criançada do meu Brasil! "
Sinopse
Exibido pela TV Tupi entre 1966 e 1978, o Clube do Capitão Aza foi um dos maiores marcos da programação infantil brasileira, nascido de uma parceria com a Aeronáutica para homenagear um piloto herói da Segunda Guerra Mundial. Interpretado por Wilson Vianna, o carismático comandante das "forças armadas infantis" ditava regras de civismo, bons costumes e amizade diretamente de um cenário que evoluiu de um avião para uma moderna nave espacial colorida.
Elenco principal
"Alô, alô Embratel! Alô, alô Intelsat 4! Alô, alô criançada do meu Brasil! "
Em um período no qual a televisão brasileira expandia seus horizontes e buscava novos heróis para preencher o imaginário infanto-juvenil, a TV Tupi lançou uma das figuras mais emblemáticas de sua história. No dia 3 de junho de 1966, estreava o Clube do Capitão Aza, uma atração de variedades exibida de segunda a sexta-feira, às 16h. Criado por Paulo Pontes e Wilson Vasconcelos Vianna, o herói foi concebido como uma homenagem póstuma a um piloto real da Força Aérea Brasileira (FAB) que havia combatido na Segunda Guerra Mundial: o Capitão Aviador Adalberto Azambuja, carinhosamente chamado de “Aza” pelos companheiros de farda. A equipe técnica fundadora reunia a produção de Elvira Blanco e a direção geral de Maurício Sherman e Alcino Diniz.
A gênese do projeto atendeu a um pedido institucional da própria Aeronáutica, que forneceu fardamentos oficiais, locações de bases aéreas e aeronaves militares para a composição de quadros e matérias. Para a TV Tupi, a produção surgiu como uma resposta comercial e de audiência imediata ao sucesso do Capitão Furacão, herói que liderava as tardes da concorrente TV Globo. No programa de estreia, o Capitão Aza — vivido pelo ator Wilson Vianna — causou forte impacto ao saudar os telespectadores de dentro da cabine de um avião de pequeno porte. Alinhado ao clima político do regime militar vigente no país, o comandante abria o bloco com seu icônico jingle-bordão, que integrava referências tecnológicas e geográficas:
“… Alô, alô Sumaré! Alô, alô Embratel! Alô, alô Intelsat 4! Alô, alô criançada do meu Brasil! Aqui quem fala é o Capitão Aza, comandante e chefe das forças armadas infantis deste Brasil”.
Vianna ostentava uma presença imponente em cena. Trajava um impecável uniforme da aeronáutica, condecorado com medalhas sobre o peito, e utilizava um capacete de piloto com duas asas desenhadas nas laterais e óculos escuros acoplados. Inicialmente restrito ao público do Rio de Janeiro, o carismático aviador passou a falar para todo o território nacional a partir de 1974, por meio das transmissões via satélite da Embratel.
Além de orientar o público mirim com conselhos sobre o valor dos estudos, o respeito aos mais velhos e a prática da amizade, o Capitão promovia caravanas e passeios ecológicos e culturais nos finais de semana, levando grupos de crianças a pontos turísticos fluminenses com o patrocínio da Riotur e das Casas Sendas. Sua popularidade era tamanha que o apresentador visitava cerca de 100 instituições de ensino por ano, sempre escoltado por uma comitiva composta por um policial militar, um marinheiro, um bombeiro e um veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB), além de desfilar de motocicleta na Avenida Presidente Vargas durante as comemorações oficiais do Dia da Independência.
O programa expandiu seu elenco e segmentou sua estrutura em três blocos vespertinos ao longo dos anos. Em 1968, após promover o concurso “O Cantor Mirim da Guanabara”, a atração integrou a vencedora Marta Albuquerque, a Martinha, então com 6 anos, como assistente oficial de palco de Vianna. No segmento de apoio, ingressaram o ator Hilton Aby Rhian na pele de um Robô tecnológico e Américo Bittar manipulando e dublando Pedroca, um boneco com traços de pica-pau alienígena que, na mitologia da série, decidia adotar a Terra como lar após travar amizade com o Capitão.
Entre os quadros de destaque, a garotada acompanhava o “Didi ao Vivo” — uma paródia infantil do musical Bibi ao Vivo (de Bibi Ferreira), comandada pela menina Mariângela Fernandes —; o “Circus”, dedicado a números circenses; e o “Mini Change”, um concurso de calouros mirins avaliado por um júri especializado.
A atração consagrou-se também como uma das principais janelas de exibição de animações e seriados internacionais na TV brasileira. O bloco levou ao ar os clássicos desenhos da Marvel (Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk e Namor), sucessos como Speed Racer, Homem-Aranha, A Pantera Cor-de-Rosa, Grump, Mr. Magoo, Jerry Lewis e Dr. Dolittle, além das produções em supermarionetação da Century 21 (Thunderbirds, Capitão Escarlate, Joe 90 e Stingray). Na seara dos seriados, o público acompanhava títulos de ficção e fantasia como A Feiticeira, Jeannie é um Gênio, Ultraseven, Ultraman, Vingadores do Espaço e Robô Gigante.
Com o tempo, o programa adaptou-se às inovações visuais da indústria. No início da década de 1970, o estúdio ganhou uma cenografia inspirada em uma nave espacial, equipada com painéis e um microfone luminoso. Em 1974, com a implantação definitiva da TV em cores no país, o figurino foi atualizado: o capacete branco das transmissões em preto e branco foi substituído por uma peça alaranjada, desenhada estrategicamente para destacar o protagonista em meio aos novos cenários policromáticos. A marca gerou ainda discos musicais e revistas em quadrinhos de grande circulação.
Contudo, o severo declínio financeiro da TV Tupi nos anos 1970 afetou diretamente a produção. Após enfrentar dez meses de atrasos salariais crônicos, Wilson Vianna decidiu afastar-se do canal. Em sua última e emocionante aparição no ar, no dia 16 de outubro de 1978, o herói despediu-se de seu público justificando que estava partindo em uma definitiva “missão no espaço”, encerrando um ciclo de doze anos de exibições ininterruptas. Fora da televisão, Vianna vestiu o uniforme do personagem em duas participações especiais nos filmes de Os Trapalhões e, posteriormente, adquiriu um barco batizado de “Dona Ruth” (homenagem à sua mãe), no qual viajou pelo mundo. O ator faleceu aos 75 anos, em maio de 2003, no estado de Mato Grosso do Sul.
Equipe completa
Criação
Produção
Galeria
Tema de Abertura
Sideral
Intérprete: Capitão Aza
Composição: Durval Ferreira, Tibério Gaspar E Wangir Granthon
Comandando uma astronave
Rasgando o céu
Vou pisando em estrelas, constelações
Deixo longe o mundo aflito e a bomba H
Corpo livre no infinito eu vou
Na estrada do sol
Traço rumo do meus passos na solidão
Ganho espaços nas revistas, televisões
Mas os homens se destroem
Nas guerras vãs
E vão no pó dos sonhos, ah
Em nome do amor
Colorindo o vermelho
Este céu azul
Minha nave é um espelho
Rebrilha o sol
Pela trilha da esperança
Cantando o amor e a paz
Eu vou cantando o amor e a paz
Trilha Sonora
Capitão Aza E Martinha

Selo: CID – CID-CS 5508
Formato: Vinil, LP, Compacto
País: Brasil
Lançado: 1966
1 – ABC – Capitão Aza e Martinha
2 – Sideral – Capitão Aza e Martinha
O Capitão Aza e Martinha – A Volta

Selo: Carroussell – 10.018
Formato: Vinil, LP, Compacto
País: Brasil
Lançado: 1973
1 – Se Você Quer Ser Alguém – Capitão Aza e Martinha
2 – Eu Te Amo, Tu Me Amas – Capitão Aza e Martinha
O Capitão Aza – Aventuras Na Selva Encantada

Selo: Carroussell – 10.018
Formato: Vinil, LP, Compacto
País: Brasil
Lançado: 1976
1 – Abertura: Sideral
2 – Somando Com Vocês
3 – Tic Tac
4 – A Princesinha
5 – Zum Zum Zum
6 – É Natal
7 – Vale A Pena Viver
8 – Abc
Fontes
Video:
Onde assistir:
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