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Pullman Júnior

1959
1975
L
Classificação
Etária
7,8
Avaliação
do Usuário
7,2
Avaliação
InfanDB

Pullman Júnior

Dados de Exibição

de 20/01/1959 a 05/02/1982

terça-feira - 18h00

Pullman Júnior: diversão, desenhos e brincadeiras que marcaram gerações.

Sinopse

Patrocinado pela fabricante de pães Pullman, "Pullman Júnior" foi um dos mais longevos programas infantis da televisão brasileira. Combinando brincadeiras, desenhos animados, concursos, apresentações musicais, personagens, atrações de auditório e participação de crianças, o programa acompanhou diferentes gerações ao longo de mais de duas décadas.

Elenco principal

Pullman Júnior: diversão, desenhos e brincadeiras que marcaram gerações.

Patrocinado pela empresa Pullman, que também emprestou seu nome à atração, Pullman Júnior foi um dos programas infantis mais duradouros da televisão brasileira. A atração nasceu como uma estratégia de aproximação da marca com o público infantil e rapidamente transformou-se em um espaço de convivência, entretenimento e diversão para crianças de diferentes gerações.

O programa estreou originalmente com o título Clubinho, mas já na semana seguinte passou a se chamar Pullman Júnior, nome pelo qual ficaria conhecido durante toda sua trajetória. A apresentação ficou inicialmente sob responsabilidade de Rosa Maria, que também participava da produção. O formato era simples e apostava principalmente na presença de crianças no estúdio.

No palco, caravanas de alunos de escolas ocupavam pequenas mesas enquanto participavam das atividades e consumiam produtos da Pullman. Vestida com seu característico avental branco, Rosa Maria conversava com as crianças, perguntava seus nomes e idades e conduzia a atração de maneira próxima ao público.

A TV Record de São Paulo e a TV Rio transmitiam simultaneamente o programa às terças-feiras, às 18h. Como ainda não existia a transmissão por satélite, a integração entre as duas emissoras era realizada por meio de um link de micro-ondas, uma das soluções técnicas utilizadas pela televisão brasileira naquele período. Com a saída de Rosa Maria em novembro daquele ano a produção ficou a cargo de Marília Moreira.

A partir de 1960, Aparecida Baxter, recém-saída do programa Encontro com a Titia, assumiu o comando da atração. A direção ficou a cargo de Durval de Souza, que posteriormente seria reconhecido pelo trabalho com o programa. Entre as atividades apresentadas nessa fase estava a escolha de uma criança para participar de uma encenação que reproduzia uma rotina matinal, incluindo acordar, escovar os dentes, lavar o rosto e tomar café da manhã com produtos da Pullman.

Posteriormente, Marília Moreira também assumiu a apresentação. O programa manteve sua proposta original, mas passou a incorporar novos conteúdos, como desenhos animados e seriados norte-americanos. Entre os destaques estava Roy Rogers, que chegou a visitar o programa durante sua passagem pelo Brasil.

Um dos diferenciais dessa fase foi a solução encontrada por Durval de Souza para os desenhos que chegavam à televisão brasileira sem dublagem ou legendas. Em vez de simplesmente exibi-los, o diretor fazia uma espécie de dublagem ao vivo, explicando e comentando as cenas enquanto o desenho era transmitido. O recurso ajudava as crianças a compreenderem as histórias e tornou-se uma característica da atração.

Durante a década de 1960, Pullman Júnior já havia se transformado em um sucesso consolidado. A procura pelas inscrições era tão grande que as crianças precisavam se inscrever com semanas de antecedência para conseguir participar das gravações.

Em 1968, o programa passou a exibir dentro de seu horário o seriado “Sítio do Picapau Amarelo”. Nessa época, Cidinha Campos dividia o comando da atração com Durval de Souza. Após a saída de Cidinha do Brasil, Durval continuou à frente do programa até março de 1969, quando Pullman Júnior deixou temporariamente a televisão brasileira.

A volta do “Pullman Júnior”

O programa retornou à TV Record em 28 de abril de 1975, inicialmente às 17h30. Transmitido ao vivo e realizado em um pequeno estúdio, o infantil passou a ser comandado por Tia Yara, que conversava com as crianças e comentava os desenhos exibidos.

A nova fase recuperava elementos da proposta original: as crianças permaneciam sentadas em pequenas mesas e consumiam produtos da Pullman e Guaraná Antarctica enquanto participavam das atividades.

Com o passar do tempo, o programa ganhou um estúdio maior e incorporou novos quadros. Escolas passaram a visitar a atração levando apresentações de balé, ginástica e dublagens, enquanto concursos e desfiles de moda ampliavam a participação do público infantil. Os palhaços Torresmo e Pururuca eram outras atrações importantes dessa fase, acompanhados pelos bonecos Chupeta, Chupetinha e Fofolete.

Um dos personagens que ganhou destaque foi o boneco Zé Fofinho, interpretado vocalmente pelo humorista Carlos Roberto Escova. O personagem conversava com Tia Yara e com as crianças e tinha uma característica peculiar: começava a se inflar e só parava quando a plateia gritava “Boa tarde, Zé Fofinho!”. Durval de Souza também participava nos bastidores, criando vozes caricatas para divertir a plateia.

Em fevereiro de 1977, Pullman Júnior promoveu um grande concurso de fantasias de Carnaval, reunindo mais de 250 crianças durante dois dias de competição.

“Pullman Júnior” na TV Bandeirantes

O programa deixou a TV Record em 11 de julho de 1978 e retornou ao ar poucos dias depois, em 24 de julho, desta vez pela TV Bandeirantes, às 17h. A produção passou a ser de Beto Mariano, e a atração ganhou um palco maior.

O elenco também cresceu. Entre as novidades estava o desenhista Tio Fiore, responsável por contar histórias enquanto desenhava personagens como Ovo Boa Gema, que voava em um rocambole mágico da Pullman. Também estavam presentes Zé Fofinho, um menino mestre-cuca e o Pirata Guloso.

Entre os concursos realizados nesse período esteve a competição para encontrar a garota mais parecida com Ana Maria, personagem associada à Pullman, que reuniu mais de 300 participantes em quatro etapas. O programa também esteve envolvido em campanhas de caráter social, como a Campanha do Agasalho e a campanha em benefício do Hospital do Fogo Selvagem.

A Pullman também produziu uma versão carioca do programa. “Pullman Júnior” estreou no Rio de Janeiro em 1º de agosto de 1978, apresentado por Luciana Savaget e produzido por Everaldo de Sena.

Da TV Bandeirantes à TV Gazeta

Em julho de 1979, Pullman Júnior passou a ter reprises às 10h30 do dia seguinte. A atração permaneceu na TV Bandeirantes até 30 de julho de 1980.

No dia seguinte, 1º de agosto de 1980, o programa estreou na TV Gazeta, às 15h. Nessa fase, a produção ficou sob responsabilidade de Tony de Carlo, com direção de Délcio Pereira.

A fórmula continuou baseada em desenhos animados, concursos, campanhas e participação das crianças. Entre os nomes que passaram pelo programa estava o Palhaço Dunga, que iniciou sua carreira nessa fase. Também participaram da atração os palhaços Pururuca e Torresmo, os bonecos Chupeta e Chupetinha e o desenhista Tio Fiore.

O patrocínio da Pullman foi fundamental para a identidade da atração durante sua longa trajetória. Entretanto, após problemas judiciais enfrentados pela empresa relacionados ao uso de bromato de potássio em seus produtos, o patrocínio foi encerrado.

Com isso, o último programa a utilizar oficialmente o título Pullman Júnior foi exibido em 5 de fevereiro de 1982. A atração, entretanto, continuou na televisão com outro nome, Castelo da Tia Yara, permanecendo no ar até novembro daquele ano.

Assim, Pullman Júnior deixou como legado uma das mais extensas experiências de programação infantil patrocinada da televisão brasileira, atravessando diferentes emissoras, apresentadores e formatos sem abandonar sua essência: reunir crianças em torno de desenhos, brincadeiras, personagens, concursos e muita diversão.

Galeria

Bicharia

Abertura de 1975

Intérprete: Os Saltimbancos
Composição: Chico Buarque, Bardotti e Enriquez

Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
O animal é tão bacana
Mas também não é nenhum banana.
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
Quando a porca torce o rabo
Pode ser o diabo
E ora vejam só.
Au, au, au. Cocorocó.

Era uma vez
(E é ainda)
certo país
(E é ainda)
Onde os animais
Eram tratados como bestas
(São ainda, são ainda)
Tinha um barão
(Tem ainda)
Espertalhão
(Tem ainda)
Nunca trabalhava
E então achava a vida linda
(E acha ainda, e acha ainda)

Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
O animal é paciente
Mas também não é nenhum demente.
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
Quando o homem exagera
Bicho vira fera
E ora vejam só.
Au, au, au. Cocorocó.

Puxa, jumento
(Só puxava)
Choca galinha
(Só chocava)
Rápido, cachorro
Guarda a casa, corre e volta
(Só corria, só voltava).
Mas chega um dia
(Chega um dia)
Que o bicho chia
(Bicho chia)
Bota pra quebrar
E eu quero ver quem paga o pato
Pois vai ser um saco de gatos

Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
O animal é tão bacana
Mas também não é nenhum banana.
Au, au, au. Hi-ho hi-ho.
Miau, miau, miau. Cocorocó.
Quando a porca torce o rabo
Pode ser o diabo
E ora vejam só.
Au, au, au. Cocorocó.
Au, au, au. Cocorocó.
Au, au, au. Cocorocó.

Fontes
“Virgínia por Marília” – Folha de São Paulo (31/07/1964);“Notícias” – Revista do Rádio (24/10/1959); XAVIER, Ricardo; SACCHI, Rogério.Almanaque da TV:50 anos de memória e informação. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. 284 p; “Júnior” – Revista do Rádio (30/05/1959)

Video:

Onde assistir:

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