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Pim Pam Pum

L
Classificação
Etária
9,2
Avaliação
do Usuário
8,8
Avaliação
InfanDB

Pim Pam Pum

Dados de Exibição

de 01/02/1957 a 06/02/1970

de segunda a sábado - 18h55

"Está...absolutamente certo!"

Sinopse

Exibido pela TV Tupi entre 1957 e 1970, Pim Pam Pum foi um dos mais longevos e importantes programas infantis da televisão brasileira. Criada por Erly Hecker e patrocinada pela Brinquedos Estrela, a atração de variedades alternava quadros diários que incluíam o game de conhecimentos gerais "Tamanho Não É Documento", os teleteatros da "Estrela Mágica", aulas de balé e as comédias dos palhaços Fuzarca e Torresmo. Sob o comando de figuras históricas como o trio original Pim, Pam e Pum, e posteriormente dos apresentadores Aurélio Campos e Zaé Júnior, o programa marcou época

Elenco principal

"Está...absolutamente certo!"

Um dos maiores fenômenos do entretenimento infantil na televisão brasileira durante as décadas de 1950 e 1960 nasceu da mente do jornalista e publicitário Erly Hecker. No dia 1º de fevereiro de 1957, a TV Tupi colocava no ar o Pim Pam Pum, uma produção de variedades exibida de segunda-feira a sábado, às 18h55. Com uma hora de duração, o programa destacou-se no cenário nacional, ao lado da Sessão Zig Zag, como um dos raros espaços na TV da época a mesclar atrações de palco com a exibição de desenhos animados e prestigiados seriados enlatados estrangeiros.

Em seu ano de estreia, o infantil era conduzido por um trio que dava nome à atração: Henrique Ogalla interpretava o “Pim”, Sônia Maria Dorce era a “Pam” e David José dava vida ao “Pum”. Juntos, eles comandavam as brincadeiras e o aguardado sorteio de lançamentos dos Brinquedos Estrela, patrocinadora master da produção. O elenco também contava com Adriano Stuart no papel do “Repórter Estrela” e com as pantomimas dos palhaços Fuzarca e Torresmo, além do teatro de marionetes e ventriloquismo de Humberto Simões, que divertia o público com os bonecos Pedrinho e Benedito.

A estrutura do formato baseava-se em uma rotina de atrações diárias que se alternavam ao longo da semana. Entre os blocos de maior apelo estavam o “Tamanho Não É Documento”, uma sabatina de conhecimentos gerais com a garotada conduzida por Aurélio Campos; o “Estrelinhas do Ballet”, sob a tutela da coreógrafa Aida Slon; e “Os Garotos Pinguins”, um grupo musical infantil apresentado por Barbosa Lessa. O grande motor dramático do programa residia no bloco “Estrela Mágica”, espaço dedicado a teleteatros infantis exibidos em capítulos que se estendiam por semanas. Por ali passaram produções marcantes como “A Marca do Zorro”, “Lendas de Malba Tahan” (protagonizado por Líbero Miguel e Ênio Gonçalves), “Espantinho e Espantão” (de Lúcia Lambertini), além de “Francisquinho” e “Que Amor de Criança”, ambos estruturados por Francisco Dorce.

Em 1958, para festejar o jubileu de prata da Brinquedos Estrela, a atração passou por uma ampla reformulação técnica e de elenco. O jornalista Aurélio Campos assumiu o comando geral do show, que migrou para as 19h. Campos aproveitava o microfone para transmitir lições de higiene e comportamento aos jovens, dividindo a grade com novidades como o quadro “O Jogral”, com Wilma Camargo, e os blocos “Dia das Bonecas” (de Ribeiro Filho e Rosa Pardim) e Chá de Bonecas (conduzido por Homero Silva com a garota-propaganda Amelinha), onde as meninas desfilavam com seus brinquedos no palco. No encerramento daquele ano, o programa abrigou versões infantis de formatos adultos de sucesso da Tupi: o prêmio “Os Menores da Semana”, idealizado por Oscar Nimitz, e o “Almoçando com as Estrelinhas”, uma paródia do clássico de Ayrton e Lolita Rodrigues em que artistas mirins almoçavam enquanto eram entrevistados.

A expansão tecnológica da TV Tupi alcançou o programa em 1959, quando o bloco passou a ser transmitido via link de micro-ondas diretamente para a TV Tupi do Rio de Janeiro. No início da década de 1960, a produção e a apresentação principal foram assumidas por Zaé Júnior — cujo trabalho lhe rendeu o Troféu Imprensa de melhor infantil daquele ano —, dividindo o palco com a apresentadora Meire Nogueira. Essa fase introduziu o “Showzinho de Notícias”, um telejornal comandado inteiramente pelos repórteres mirins Alberto Baruque, Betinha, Marco Antônio e Vandereli Grechi, além de abrir espaço para seriados como Sertão Desaparecido, G-Man em Ação e o nacional Capitão Estrela.

O impacto comercial da produção foi tamanho que consolidou em definitivo a marca da fabricante de brinquedos na cultura popular, imortalizando na memória do público o famoso jingle temático: “Sete e sete são quatorze, com mais sete vinte e um, eu não deixo de assistir ao programa Pim Pam Pum”. O formato gerou ramificações locais, como a versão automatizada de desenhos apresentada por Míriam Coutinho na TV Rádio Clube de Pernambuco a partir de 1960. O Pim Pam Pum despediu-se oficialmente das telas em 6 de fevereiro de 1970, encerrando uma trajetória de treze anos no topo da programação infantojuvenil.

Galeria

Pim Pam Pum

Estrela no ar
Anuncia o famoso Pim Pam Pum
Estrela no ar
Anuncia o famoso Pim Pam Pum

Pim Pam Pum…Pim Pam Pum
Pim Pam Pum…Pim Pam Pum

A Estrela comemora
O seu jubileu de prata
Alegrando e educando
As crianças do Brasil

Os brinquedos mais bonitos
A Estrela vai lançar
E os seus vinte e cinco anos
Vamos todos festejar

Pim Pam Pum…Pim Pam Pum
Pim Pam Pum…Pim Pam Pum

Tema de Pim Pam Pum

Estrela no ar
Anuncia o famoso Pim Pam Pum
Estrela no ar
Anuncia o famoso Pim Pam Pum

Pim Pam Pum…Pim Pam Pum
Pim Pam Pum…Pim Pam Pum

A Estrela comemora
O seu jubileu de prata
Alegrando e educando
As crianças do Brasil

Os brinquedos mais bonitos
A Estrela vai lançar
E os seus vinte e cinco anos
Vamos todos festejar

Pim Pam Pum…Pim Pam Pum
Pim Pam Pum…Pim Pam Pum

Fontes
“Ronda” – Revista do Rádio (27/07/1957); “Notícias de Rádio e TV” – Revista do Rádio (19/07/1958); “Hoje na Televisão” – Folha de São Paulo (1957-1970); Depoimento - Henrique Ogalla (04/02/2007)

Onde assistir:

Nenhuma plataforma streaming encontrada para esse programa.

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