Circo do Arrelia
30 minutos - Preto e branco - SD - Mono
Etária
do Usuário
InfanDB
Circo do Arrelia
30 minutos - Preto e branco - SD - Mono
Dados de Exibição
de 05/04/1953 a 07/07/1968
domingo - 13h30
ROTEIRO
PRODUÇÃO
- "Como vai? Como vai? Como vai? Como vai? Como vai, vai, vai? - Eu vou bem! Eu vou bem! Eu vou bem! Muito bem! Muito bem! Bem! Bem!
Sinopse
Criado em abril de 1953 na TV Paulista, o Circo do Arrelia nasceu em um estúdio improvisado onde Waldemar Seyssel e seu sobrinho Pimentinha criaram um marco da nossa televisão. Após uma breve interrupção devido à crise na emissora original, a atração migrou para as tardes de domingo na TV Record, onde alcançou um sucesso estrondoso de audiência. O show, gravado nos jardins da emissora sob a direção de Tuta e Armando Sarmanto, arrastava multidões de crianças com esquetes de pastelão cheias de tortas na cara e banhos de talco. A trupe cresceu com novos palhaços e uma icônica bandinha desafinada, ganhando também o patrocínio da Eletro RádioBraz e uma prestigiada versão ao vivo na TV Rio. Apresentando brincadeiras clássicas e a famosa marchinha "Homessa", o programa soube se renovar com novos personagens na década de 1960 sem perder a sua essência circense. O histórico infantil encerrou suas transmissões em julho de 1968, imortalizando o famoso bordão de saudações que embalou gerações de famílias brasileiras.
Elenco principal
- "Como vai? Como vai? Como vai? Como vai? Como vai, vai, vai? - Eu vou bem! Eu vou bem! Eu vou bem! Muito bem! Muito bem! Bem! Bem!
Após uma consagrada trajetória de onze anos sob a lona do Circo dos Irmãos Seyssell, o palhaço Arrelia foi contratado pela TV Paulista para comandar, aos domingos, o pioneiro Circo do Arrelia. Na verdade, Waldemar Seyssel — o homem por trás da maquiagem — já guardava intimidade com as câmeras, tendo participado das primeiras transmissões experimentais da televisão brasileira, realizadas diretamente do Hospital das Clínicas de São Paulo em 1950.
Estreando oficialmente em abril de 1953, a atração contava com uma estrutura extremamente rudimentar. Os episódios eram gravados e transmitidos de um estúdio minúsculo da emissora que antes funcionava como uma lavanderia. Foi ali que improvisaram um picadeiro onde as tradicionais pantomimas de Arrelia rapidamente conquistaram o coração dos telespectadores. O sucesso ganhou ainda mais força com a presença de seu sobrinho, o palhaço Pimentinha. A dupla imortalizou uma das saudações mais famosas da TV: um aperto de mãos exagerado e sincronizado que culminava em um abraço com as pernas entrelaçadas, ao som do clássico cancioneiro: “Como vai? Como vai? Como vai, vai, vai? — Eu vou bem! Eu vou bem! Muito bem, bem, bem!”. Contudo, a severa crise financeira que assolou a TV Paulista — deixando funcionários com salários atrasados — abreviou essa primeira fase, tirando o infantil do ar em 4 de outubro de 1953.
O hiato durou apenas uma semana. Percebendo o enorme potencial da atração, a TV Record agiu rápido e contratou o artista, reestreando o programa logo no dia 11 de outubro de 1953, às 14h30. Sob a direção de grandes nomes da TV como Antônio Augusto Amaral de Carvalho (o Tuta) e Armando Sarmanto, o show atingiu um sucesso estrondoso. O picadeiro ganhou sofisticação nos jardins da emissora, com arquibancadas sempre lotadas de crianças que participavam ativamente das gincanas e repetiam os bordões em um coro entusiasmado. Embora as esquetes seguissem uma fórmula repetitiva, era impossível o público não cair na gargalhada com a clássica comédia física de pontapés, correrias, banhos de talco e tortas na cara, intercalada por números profissionais de mágicos, acrobatas, contorcionistas e malabaristas.
Com o tempo, a trupe expandiu-se com a chegada dos palhaços Leto, Henrique, Gostoso e Cotoco, embalados pelos acordes cômicos de uma bandinha propositalmente desafinada. Graças ao forte apoio da Eletro RádioBraz, o programa passou a se chamar temporariamente Circo Eletro RádioBráz, promovendo shows em diversos eventos da marca. A dinâmica da grade sofreu uma breve alteração a partir de 18 de setembro de 1957, migrando para as quartas-feiras devido à estreia da telenovela Mansão dos Daltons, mas logo retornou ao tradicional domingo.
A força do personagem era tamanha que, em 22 de abril de 1957, Arrelia estreou uma versão simultânea e ao vivo no Rio de Janeiro pela TV Rio, direto do auditório do antigo Cassino Atlântico. Rebatizado de Grande Circo do Arrelia, o show carioca ia ao ar às segundas-feiras, às 19h, e popularizou a marchinha “Homessa”, que virou hino entre os pequenos. Essa versão estendeu-se até 1960, quando o palhaço, cansado do ritmo extenuante de viagens entre os dois estados, decidiu encerrá-la. Em abril de 1958, durante uma viagem de Arrelia à Europa, Pimentinha assumiu o comando paulista com maestria.
Já na reta final, em 1965, a TV Record renovou o formato introduzindo novos membros da família Seyssel ao elenco — os palhaços Pimentão, Kiko, Eurico e Otília — além de focar em novas brincadeiras de palco com distribuição de prêmios. O coração da atração, contudo, permaneceu sendo as clássicas encenações da trupe. O Circo do Arrelia despediu-se definitivamente das telas em julho de 1968, consolidando-se como um dos maiores fenômenos da história da TV brasileira, embora Waldemar Seyssel tenha continuado a brilhar na programação da Record por muitos anos seguintes.
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Onde assistir:
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