Cinderela
60 minutos - PAL-M - SD - Mono
Dados de Exibição
de 19/08/1984 a 21/06/1987
domingo - 14h00
Sinopse
Lançada em agosto de 1984, a reedição do clássico quadro de Sílvio Santos, intitulada apenas Cinderela, trouxe o universo dos contos de fadas repaginado para os anos 80. Com a presença de bonecos da turma Ducão & Cia, as meninas conversavam com o apresentador em um cenário humilde e, no bloco seguinte, a vencedora era coroada em um castelo, surgindo em uma carruagem de abóbora ao som de "Pompa e Circunstância" para receber o prêmio de 5 milhões de cruzeiros.
Elenco principal
A trajetória dos programas de auditório de Sílvio Santos sempre foi marcada por reestruturações e pela sensibilidade em entender os anseios do público. Desse modo, em 19 de agosto de 1984, o apresentador decidiu resgatar um de seus maiores fenômenos de apelo popular, o Boa Noite, Cinderela, lançando uma reedição modernizada do clássico quadro assistencialista. Sob a produção cuidadosa de Américo Ribeiro e Therezinha, a nova atração estreou com o título simplificado de Cinderela, trazendo uma roupagem visual lúdica e atualizada para a realidade da televisão dos anos 80.
A estrutura estética do programa foi totalmente reformulada em relação à versão anterior. Na primeira parte da atração, as três meninas participantes — selecionadas por suas realidades humildes — iniciavam o quadro em um ambiente lúdico que reconstituía o quarto carente da famosa personagem dos contos de fadas. O espaço era composto por abóboras cenográficas, ratinhos de brinquedo, caixotes espalhados e a presença marcante de bonecos fantasiados da turma Ducão & Cia, universo criado pelo renomado ilustrador Ely Barbosa. Sentadas nesses caixotes, as crianças conversavam de forma descontraída com Sílvio Santos, que explorava a pureza de suas respostas enquanto elas escolhiam os prêmios que gostariam de ganhar.
Além disso, o grande ápice do programa acontecia no bloco seguinte, quando o estúdio passava por uma transformação radical. O quarto humilde dava lugar a um imponente e iluminado castelo cenográfico. Nesse momento, o palco era invadido por uma luxuosa carruagem em formato de abóbora, puxada por bonecos de camundongos, que trazia a grande vencedora do dia. Sílvio Santos anunciava solenemente o nome da nova “Cinderela” sob os acordes majestosos da marcha “Pompa e Circunstância”.
Além do mais, a premiação nesta segunda fase acompanhou as mudanças econômicas do país. Em vez dos tradicionais eletrodomésticos da década anterior, Sílvio Santos presenteava a menina vitoriosa com a expressiva quantia de 5 milhões de cruzeiros, distribuídos em treze parcelas, garantindo um suporte financeiro mais duradouro para a família. Com esse equilíbrio entre o lúdico e o assistencialismo, a nostálgica produção permaneceu no ar por quase três anos, despedindo-se em definitivo das telas em junho de 1987.
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