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Casa Mágica

L
Classificação
Etária
4,8
Avaliação
do Usuário
4,8
Avaliação
InfanDB

Casa Mágica

Dados de Exibição

de 03/12/1990 a 03/09/1992

de segunda a sexta-feira - 8h e 15h (reprise)

DIREÇÃO

ROTEIRO

PRODUÇÃO

Uma casa onde tudo ganhava vida e toda brincadeira podia virar magia.

Sinopse

Em uma casa onde portas, relógios, flores e até a geladeira ganhavam vida, Casa Mágica misturava brincadeiras, música, desenhos animados, bonecos e informação em uma tentativa da TV Record de apresentar uma alternativa aos tradicionais infantis de auditório do início dos anos 1990.

Elenco principal

Uma casa onde tudo ganhava vida e toda brincadeira podia virar magia.

Produzido em coprodução pela TV Record e pela Gugu Produções, Casa Mágica surgiu em um momento em que os programas infantis brasileiros eram fortemente influenciados pelo chamado “formato Xou da Xuxa”, baseado em grandes cenários, apresentadores, assistentes e atrações voltadas diretamente ao público infantil. A proposta da nova atração era justamente buscar uma identidade diferente para esse modelo.

A direção ficou sob responsabilidade de Rosana Herman, e o programa apostou em uma ambientação que justificava o próprio título: uma enorme casa repleta de elementos que pareciam ter vida própria.

Exibido de segunda a sexta-feira, das 15h às 17h, o programa era reprisado na manhã seguinte, às 8h. Aos sábados, a TV Record apresentava um compacto com os melhores momentos da semana, também às 8h.

Ao contrário de muitos infantis da época, Casa Mágica não utilizava uma grande equipe de assistentes de palco. O comando ficava inicialmente com Alan Frank, integrante do grupo Polegar, e Silvia Franceschi, ex-SBT. Os dois dividiam o palco com um auditório formado por crianças e com uma série de personagens e objetos animados.

Uma casa onde tudo tinha vida

O grande diferencial visual do programa estava no cenário. A casa era povoada por bonecos e elementos cenográficos que possuíam olhos e bocas, criando a impressão de que praticamente tudo ao redor dos apresentadores estava vivo.

Portas de armários, relógios de parede, geladeira, flores do jardim, telefone, robô e até um totem com várias cabeças faziam parte daquele universo. Entre os personagens, um dos que mais se destacavam era o ratinho Provolone, responsável por boa parte das piadas e situações humorísticas da atração.

O cenário transformava a própria casa em uma espécie de personagem, permitindo que as crianças acompanhassem um programa em que objetos cotidianos podiam ganhar personalidade e participar das histórias.

O auditório infantil também tinha participação ativa nas atividades. Além das brincadeiras e jogos, Casa Mágica recebia grupos musicais e exibia desenhos animados adquiridos pela emissora.

Entre os desenhos que passaram pela programação estavam Tutubarão, Mister T, Esquadrão do Espaço, Lucky Luke, Beetlejuice  e Os Jetsons.

Jogos, dicas e a nova fase

Entre os quadros da atração estava “Para Que É Que Serve”, que procurava mostrar às crianças a utilidade de objetos e substantivos concretos do cotidiano, como bicicleta, ralador e cotonete.

Outro segmento, “Dicas”, apresentava orientações relacionadas ao comportamento e à segurança infantil. Entre os ensinamentos transmitidos estava o alerta de que as crianças não deveriam abrir a porta de casa para estranhos e a importância de colocar o lixo no lugar correto.

No ano seguinte, a produção renovou parte de sua estrutura com a criação de novos quadros. “Clipe Pra Dançar” ensinava passos de dança às crianças; “Astro Por Um Dia” dava espaço para apresentações infantis, incluindo números de dublagem previamente preparados; e “Game Mania” apresentava dicas relacionadas aos jogos de videogame, acompanhando uma atividade que começava a ganhar cada vez mais espaço entre o público infantil.

A formação do elenco também sofreu mudanças. Alan Frank deixou o programa e foi substituído por Rafael Ilha, também integrante do grupo Polegar. Nesse período, Edílson Oliveira passou a interpretar Washington, um personagem malandro que vivia na chamada Vila Mágica.

A presença de Washington ampliava o universo ficcional da atração e acrescentava outro personagem ao conjunto de figuras que habitavam aquele mundo.

Ao combinar auditório infantil, bonecos, personagens, jogos, música, desenhos animados e conteúdos educativos, Casa Mágica procurou estabelecer uma identidade própria dentro da televisão infantil brasileira do início dos anos 1990. Sua principal característica estava justamente em transformar o cenário em parte fundamental do programa, fazendo com que uma casa inteira se tornasse um espaço de brincadeiras e fantasia.

Galeria

Casa Mágica

Nossa é casa é cheia de folia
Nossa casa é feita de magia
Tá na hora da nossa alegria

Fontes
"Casa Mágica muda fórmula, mas é óbvio" – Folha de S.Paulo, 18/11/1990. SANTOS, Belinda. "Casa Mágica vai para o ar" – Folha de S.Paulo, 24/11/1990.

Video:

Onde assistir:

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