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Teca na TV

1997 - Série -

1997
2000
2003
2004
2007
L
Classificação
Etária
0,0
Avaliação
do Usuário
7,8
Avaliação
InfanDB

Teca na TV

1997 - Série -

Dados de Exibição

de 14/09/1997 a 22/08/2009

de segunda a sexta-feira - 14h e 19h

ROTEIRO

PRODUÇÃO

Onde a imaginação ganha cor e toda pergunta vira uma nova aventura.

Sinopse

Exibido pelo Canal Futura a partir de 1997, Teca na TV acompanha as descobertas, brincadeiras e o cotidiano de Tereza Cristina, a Teca, uma menina muito curiosa e alegre que dialoga diretamente com o público mirim. Ao longo de suas três fases na TV, o programa evoluiu de um formato solo gravado em chromakey para um seriado com cenário real, elenco expandido e histórias temáticas. Ao lado de seu irmão Guto, de seus pais e de um grupo dinâmico de amigos, a protagonista explora o mundo ao seu redor enquanto introduz blocos educativos sobre música, ciência e dança, além de esquetes lúdicas e exibição de desenhos animados.

Elenco principal

Onde a imaginação ganha cor e toda pergunta vira uma nova aventura.

Em 1997, logo na estreia da TV Futura, a emissora trouxe em sua pioneira grade de programação o infantil Teca na TV, apresentado originalmente de segunda a sexta-feira às 10h, com reprises às 14h e aos sábados às 14h15.

O que poucos sabem é que, antes de a atração ganhar as telas, a protagonista não se chamaria Teca, mas sim Joca. A princípio, o projeto se chamaria Joca na TV e o personagem principal seria um menino. Toda essa concepção artística começou décadas atrás, inspirada no livro Canto de muro, escrito pelo pesquisador Luís da Câmara Cascudo, que narrava a vida cotidiana de um pequeno universo de quintal e seus habitantes sob o olhar de um colecionador de curiosidades. O protagonista manteve-se inteligente, brincalhão, curioso e genuinamente brasileiro, mas transformou-se em uma menina: Tereza Cristina, a Teca.

Na primeira fase do programa, a atriz Vivian Weyll ficava completamente sozinha no estúdio. As gravações eram realizadas em chromakey, onde a garota era virtualmente colocada sobre as imagens de uma maquete física criada pelo artista plástico Afonso Tostes para representar a casa da personagem. A estrutura consistia em ilustrações pintadas sobre papel e decoradas com móveis em miniatura. Para coordenar o formato, os técnicos operavam em uma sincronia quase impossível: uma câmera focava diretamente a atriz e outra focalizava a maquete, gerando horas de estúdio e desafios técnicos operacionais. Outra forte característica dessa fase inicial era o fato de que os pais de Teca eram representados de forma misteriosa, aparecendo apenas por meio de suas vozes.

Os primeiros amigos

Com o expressivo sucesso de público, o esforço valeu a pena e abriu caminhos para uma segunda temporada. A grande novidade dessa leva de episódios foi a introdução de novos cenários, que deixaram de lado as maquetes de papel e passaram a ser feitos em computação gráfica. Além disso, Teca ganhou a companhia de seus dois primeiros grandes amigos para contracenar: Pedro e Luíza. Durante várias temporadas consecutivas, o uso da cenografia virtual em computação gráfica combinada ao chromakey tornou-se a marca registrada da identidade visual da atração.

Naquela mesma época, a equipe também publicava um pequeno fanzine impresso chamado Teca na Tevê, que contava com o trabalho ativo de Fabiana Egrejas, profissional que acumulava as funções de roteirista e produtora de arte da série. Essa fase inicial estendeu-se até 1999, embora tenha continuado em reprise na grade até a chegada das próximas grandes reformulações.

Posteriormente, a temporada seguinte trouxe uma expansão ainda maior para o universo de Teca, sob a batuta do diretor Danilo Kundera. Como Vivian Weyll completara 16 anos e já não ostentava o perfil infantil que o papel exigia, a atriz Priscila Campos assumiu o papel principal. Na história, Teca ganhou um irmãozinho caçula chamado Guto e mais três amigos de estripulias: Chico, o pequeno Hércules e Maíra — esta última, filha de um casal superdivertido chamado Romeu e Julieta, que aparecia em cena para cantar e ensinar coisas variadas para a garotada.

Foi nesse período que entraram em cena os icônicos fantoches manipulados (hand puppets), sendo a Formiga Farofa a personagem mais popular, com quem Teca dividia seus maiores segredos. Os cenários evoluíram significativamente, passando a mesclar o fundo tecnológico com mobiliário real, o que permitia às crianças interagir fisicamente com os objetos. O quintal deixou de ser virtual e transformou-se em um estúdio físico com terra, plantas e elementos orgânicos. Cronologicamente, os conteúdos passaram a ser divididos em semanas temáticas (como a semana “É o Bicho”, “A Vida Secreta das Plantas” e “Pintando o Sete”), sendo produzidos até 2004 e reprisados até 2007.

A próxima grande conquista estrutural ocorreu na penúltima fase do programa, quando o formato de esquetes e desenhos intercalados na edição (modelo conhecido como wrap around) foi substituído por uma estrutura de dramaturgia clássica. A série passou a apresentar uma história única com meia hora de duração por programa. Ao longo de seus primeiros nove anos de existência, Teca na TV acumulou um total de 470 episódios emblemáticos exibidos em dois horários diários na emissora.

Conhecendo os pais da Teca

Finalmente, em outubro de 2007, ao completar exatamente dez anos de história na grade da TV Futura, a série estreou uma de suas fases mais revolucionárias. Sob a direção de Cesinha Rodrigues e Caetano Caruso, e com textos afiados assinados por Caetano Gotardo, Maria Clara Escobar, Marco Dutra, Juliana Rojas, João Cândido Zacharias e Eduardo Mattos, o programa ganhou uma inovadora estrutura modular. A talentosa Clara Tiezzi assumiu o papel de Teca.

Corrigindo uma ausência histórica, os pais da protagonista finalmente ganharam rostos e identidades: o pai taxista, Zé Maria, e a mãe doceira, Marília. O núcleo adulto foi reforçado pelo Sr. Aristeu Coelho (avô de Bia, nova amiga de Teca) e por Tia Verinha, a moderna madrinha de Guto que trabalhava com turismo e apresentava a diversidade do mundo às crianças. O time de amigos infantis completou-se com a criativa e nervosa Bia, a faladeira Nara Catarina, o bagunceiro Victor Hugo e o carismático bichinho de pelúcia falante da protagonista, o Goela.

Abandonando em definitivo o tradicional chromakey, a produção de 2007 passou a gravar as cenas inteiramente em locação real, trazendo total dinamismo, profundidade e liberdade de movimento ao elenco. Para servir de cenário, uma antiga e charmosa residência de dois andares foi escolhida e completamente reformada no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, ganhando inclusive um grid de luz fixo para dar agilidade aos trabalhos.

O tom das histórias tornou-se maduro e contemporâneo, ousando abordar de forma sensível e equilibrada temáticas complexas do cotidiano, como as contas da casa, a rotina de trabalho dos adultos, a união homossexual e diferentes concepções de divindades em teogonias divergentes.

Com uma nova identidade visual lúdica que trazia os personagens em desenho animado na abertura, a estrutura modular da temporada dividiu as narrativas em pequenas unidades dramáticas. Foram gravados 205 esquetes centrais de cerca de 3 a 4 minutos de duração que, combinados de formas variadas, geraram 65 episódios inéditos.

Para enriquecer a grade diária, que passou a contar com três horários (9h, 14h e 19h, além de reprises nos fins de semana), a produção somou aos blocos educativos de música, ciência e dança mais 243 quadros de curta duração produzidos em rede (66% por produtores independentes, 20% pelo terceiro setor/ONGs, 10% por equipes internas do Futura e 4% por universidades parceiras). Entre esses intertextos, destacavam-se os quadros Bamba le lê, Giroscópio, Abracadabra! e Bagunça na cozinha, mesclados à exibição de animações independentes aclamadas como Moko – O Jovem Explorador, Doong Doong, As Coisas Lá de Casa, Madame Mo, Monk, Bernard, Saari, Vitaminix e A Terra Vista por Alban. Os episódios dessa era de ouro foram reprisados continuamente na programação até o ano de 2014.

Fechando esse ciclo de sucesso, no ano de 2012, estreou nas telas uma versão derivada em desenho animado intitulada As Aventuras de Teca. Exibida estrategicamente em formato de pílulas nos intervalos do canal e produzida pela renomada TV Pingüim, a animação funcionou como um criativo remake em formato de desenho animado focado nas dinâmicas estabelecidas nas temporadas mais recentes do programa.

Galeria

Teca na TV 2004 – Abertura

Eu gosto é mesmo de uma farra
Pois hoje eu sou bem mais quietinha
Eu curto o som de uma guitarra
Prefiro o som de uma flautinha

Adoro passear pela floresta
Mais eu prefiro mesmo é ver vitrine
Delícia é ler um livro no jardim
Que maravilha é fazer cupper na tardinha

Pois vem também, amigo, amiga

Convido a vir comigo
Mas se você tem muitos planos
Fique com a teca e faça parte da turminha!
Fique com a teca e faça parte da turminha!

Fontes
Dominique Isabelle Guerin - assessora de imprensa da TV Futura.

Video:

Onde assistir:

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