Animania
25 minutos - PAL-M - SD, HD - Mono
Etária
do Usuário
InfanDB
Animania
25 minutos - PAL-M - SD, HD - Mono
Dados de Exibição
de 05/11/2006 a
domingo - 18h30; 19h00
Sinopse
Zeca 2D apresenta um programa dedicado ao universo da animação, reunindo curtas-metragens, entrevistas, notícias, experiências, técnicas e bastidores da produção em 2D, stop motion e 3D.
Elenco principal
Animania foi um programa de televisão dedicado ao universo da animação brasileira, produzido para a TVE Brasil e posteriormente associado à programação da TV Brasil. Com uma proposta inovadora para a televisão brasileira, a atração criou um espaço voltado não apenas para a exibição de desenhos animados, mas também para a discussão, a informação e a divulgação dos processos envolvidos na criação de uma animação.
A atração teve uma pré-estreia em 28 de outubro de 2006, durante o Dia do Animador, e estreou oficialmente em 5 de novembro de 2006, aos domingos, às 18h30. Com aproximadamente meia hora de duração, Animania funcionava como uma verdadeira revista eletrônica sobre animação, reunindo curtas-metragens, vídeos experimentais, videoclipes, comerciais e produções em 2D e 3D, além de entrevistas, notícias e reportagens.
Apresentado pelo boneco Zeca 2D, manipulado pelo ator e cineasta Quiá Rodrigues, o programa tinha como principal objetivo aproximar o público dos bastidores da animação. Assim, em vez de simplesmente mostrar o resultado final de um desenho, Animania procurava revelar como os personagens eram criados, como os movimentos eram produzidos e quais técnicas e tecnologias estavam por trás de cada produção.
Para isso, a equipe visitava estúdios, produtoras e laboratórios, acompanhando diferentes métodos de trabalho e apresentando profissionais envolvidos com a animação. Entre os nomes abordados estavam Ian Mackinnon, que trabalhou com Tim Burton em A Noiva Cadáver; o animador brasileiro Carlos Saldanha, conhecido por seu trabalho em A Era do Gelo; Richard Reeves, reconhecido por suas experiências com pintura em película; e Rui de Oliveira, então envolvido com o projeto América Morena.
A atração também acompanhava o trabalho de diversos animadores e estúdios brasileiros, entre eles Pedro Iuá, especializado em stop motion; Márcio Ramos, ligado à animação em 3D; a equipe do estúdio Consequência; os irmãos do Mundo Canibal; William Côgo, do Labareda Design; Alexandre Bersot; Érica Vale; Renan Morais; além de Humberto Avelar e Patrícia Alves Dias.
Outro destaque eram as chamadas “Dicas Animadas”, pequenos segmentos nos quais profissionais demonstravam técnicas utilizadas na criação de personagens e movimentos. Dessa maneira, o programa apresentava desde a construção de estruturas para stop motion até processos envolvendo recortes, animação digital e modelagem em 3D.
Um dos episódios, por exemplo, explorou o universo dos passarinhos, apresentando o curta De Ovos e Guarda-Chuvas, de Alexandre Bersot, além de demonstrações de técnicas utilizadas para animar pássaros, jogadores de futebol e objetos por meio de recortes digitais.
Além de acompanhar a produção contemporânea, Animania também dedicava espaço à história da animação brasileira. Entre as obras apresentadas estava “Sinfonia Amazônica”, de Anélio Latini Filho, considerada um marco do cinema de animação brasileiro, além de “O Kaiser”, de Álvaro Martins. O programa também oferecia dicas de sites, livros e DVDs relacionados à animação, ampliando seu caráter de revista audiovisual especializada.
Zeca 2D e o universo da animação
O boneco Zeca 2D era o principal elo entre o público e os diferentes conteúdos apresentados pelo programa. Ao lado de Seth, os personagens ajudavam a conduzir entrevistas, reportagens, demonstrações e quadros, utilizando uma linguagem descontraída para tratar de temas relacionados ao cinema, à televisão e à produção de animações.
Os manipuladores Heloisa Dile, Renato Spinelli e Mário Moura também participaram da construção e movimentação dos personagens. A utilização de bonecos dava a Animania uma identidade própria e ajudava a diferenciar a atração de outros programas dedicados à animação.
Ao longo de sua trajetória, entretanto, a linguagem visual do programa passou por transformações. Na terceira temporada, essas mudanças ficaram especialmente evidentes. Para justificar a nova proposta dentro da própria narrativa, Zeca 2D e Seth “entravam” em uma revista em quadrinhos e se transformavam em personagens de uma animação.
A partir desse conceito, os bonecos ganharam uma nova estética cartoon, com cortes mais acentuados e maior possibilidade de expressão e manipulação. Os figurinos passaram a apresentar referências dos animes e dos desenhos animados, reforçando a ideia de que os personagens estavam inseridos em um universo de animação.
Essa transformação também permitiu que Zeca e Seth assumissem diferentes personagens dentro dos próprios quadros do programa. No telejornal “Flip Flap”, por exemplo, Zeca interpretava Felipe Extra, o Flip, enquanto Seth era Flavio Pitaco, o Flap. Os dois jornalistas, com um visual propositalmente cafona, apresentavam um irreverente jornal de animação, com matérias externas, visitas a estúdios, festivais e eventos de animação.
Já em “Dica Animada”, Zeca assumia o papel do Professor Lattini, enquanto Seth interpretava seu assistente, Nakashima. A dupla apresentava informações sobre o processo de criação de uma animação e ensinava pequenos truques relacionados às mais variadas técnicas de animação.
No “Quadro à Quadro”, por sua vez, Zeca interpretava Carlos Stillpen, um entrevistador que também era apresentado como uma celebridade. O personagem recebia animadores para conversas no estúdio ou por vídeo e, normalmente, contava com a companhia do garçom Magalhães, que não entendia de animação, mas dizia saber tudo sobre a vida. O humor dos personagens ajudava a tornar as entrevistas mais leves, sem abandonar o conteúdo relacionado ao universo da animação.
Um espaço para conhecer a animação
Ao longo de sua trajetória, Animania ocupou um espaço bastante particular na televisão brasileira. Em vez de apenas exibir desenhos animados, a atração procurava mostrar quem estava por trás das produções, como elas eram feitas e quais técnicas eram utilizadas.
Com entrevistas, reportagens, curtas-metragens, experiências visuais, visitas a estúdios, demonstrações e informações históricas, o programa aproximava o público dos profissionais responsáveis pela produção de animações no Brasil e no exterior.
Ao mesmo tempo, a presença de personagens como Zeca 2D e Seth, a criação de diferentes identidades e a transformação visual da terceira temporada contribuíram para que Animania desenvolvesse uma linguagem própria. A atração conseguia, assim, combinar informação, entretenimento, experimentação, tecnologia e cultura, apresentando a animação não apenas como uma forma de diversão, mas também como uma importante linguagem artística e audiovisual.
Por sua proposta, o programa tornou-se uma atração especialmente relevante para quem desejava conhecer o universo da animação brasileira, seus profissionais, suas técnicas e sua história. O programa mostrava, de maneira acessível e criativa, que por trás de cada personagem animado existe um processo de criação que envolve desenho, movimento, tecnologia, imaginação e trabalho artístico.
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Onde assistir:
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