Pular para o conteúdo principal

infandb.com.br

A Turma do Agente G

1995 - Série - 600 episódios (3 temporadas)

L
Classificação
Etária
8,9
Avaliação
do Usuário
8,1
Avaliação
InfanDB

A Turma do Agente G

1995 - Série - 600 episódios (3 temporadas)

Dados de Exibição

de 24/04/1995 a 30/05/1997

de segunda-feira a sábado - 20h00; 09h00

Entre agentes, vilões e bonecos, toda missão podia virar uma grande aventura.

Sinopse

Um agente secreto atrapalhado, guloso e cercado por bonecos ganha a missão de combater uma organização de vilões enquanto transforma aventuras, experiências e situações absurdas em diversão e aprendizado para as crianças.

Elenco principal

Entre agentes, vilões e bonecos, toda missão podia virar uma grande aventura.

A Turma do Agente G foi uma das principais apostas da TV Record para reconstruir seu núcleo de programação infantil na década de 1990. O projeto foi idealizado pelo ator Gérson de Abreu, depois de sua saída da TV Cultura, onde havia construído uma trajetória de destaque em atrações voltadas às crianças.

Convidado pela Record para ajudar a reativar o setor infantil da emissora, Gérson criou uma atração de ficção que misturava aventura, humor, bonecos, desenhos animados, experiências científicas, cultura e conteúdo educativo. A direção ficou a cargo de Celso Exel, Arlindo Pereira e Fernando Gomes, com direção geral de José Amâncio. Os roteiros eram desenvolvidos por Rosana Rios, Lúcia Tulchinski e Andréa Egídio.

No centro da história estava o Agente G, personagem interpretado pelo próprio Gérson de Abreu. Apesar de ser um agente secreto, ele estava longe da imagem tradicional dos heróis de espionagem: era gordo, guloso e constantemente envolvido em situações cômicas. Seu trabalho era proteger a ordem e combater os planos dos inimigos da organização à qual pertencia.

O Agente G fazia parte da G.E.L.O. — Grupo Especial pela Lei e a Ordem, uma organização do bem que tinha como grande mentor espiritual o Mestre Iodo. A equipe também contava com personagens que habitavam um lugar bastante inusitado: a geladeira do protagonista. Entre eles estavam Repolho, Salsinha, Leite, Refri e Coco.

Do outro lado estava a C.O.I.S.A. — Central Odiosa de Inimigos Safados e Abomináveis, organização responsável pelos planos que o Agente G precisava combater. Seus integrantes eram vilões tão atrapalhados quanto extravagantes, como Bárbara, Nefasto, Sinistro, Soturno e o corvo Edgar Alan Poe.

A estrutura permitia que cada episódio apresentasse uma nova aventura, geralmente acompanhada por situações engraçadas e algum ensinamento. O humor era utilizado como ferramenta para introduzir assuntos educativos, evitando que as lições aparecessem de maneira excessivamente didática.

Bill Body, bonecos e conteúdo educativo

Um dos grandes destaques da atração era Bill Body, um boneco de aproximadamente 80 centímetros criado por Fernando Gomes. O personagem contracenava diretamente com Gérson de Abreu, estabelecendo diálogos que misturavam humor e informação.

A presença de Bill Body foi tão marcante que o personagem ganhou, em março de 1995, seu próprio desenho animado dentro da programação. As aventuras eram apresentadas em capítulos diários. No ano seguinte, Bill Body também foi escolhido pela TV Record como mascote da emissora para as Olimpíadas de 1996.

A interação entre atores e bonecos era uma das marcas do programa. Gérson de Abreu tinha experiência com esse tipo de linguagem e conseguia tratar os bonecos como personagens reais dentro da narrativa, sem interromper a fantasia para explicar sua presença.

Além das histórias de espionagem e das situações protagonizadas pelos personagens, A Turma do Agente G apresentava quadros de caráter educativo e cultural. Experiências científicas, sugestões de livros e outras informações eram incorporadas às histórias e aos segmentos da atração.

O programa também exibia produções adquiridas pela emissora, entre elas Beetlejuice, Bill Body, Gato Félix, O Mundo de Beakman, Faísca e Fumaça e Zorro, ampliando sua programação para além da dramaturgia produzida em estúdio.

A equipe do “Bambalalão” e o reconhecimento

Gérson de Abreu reuniu para o novo projeto vários profissionais que já haviam trabalhado com ele em Bambalalão, da TV Cultura. Entre os colaboradores estavam Helen Helene, Silvana Teixeira, Álvaro Petersen Jr., Fernando Gomes e Cláudio Chakmati.

A experiência desse grupo com programas infantis ajudou a definir a identidade da atração. Rosana Rios, também ligada ao antigo Bamba, tornou-se coautora de Gérson no desenvolvimento dos roteiros. Na segunda temporada, Arlindo Pereira, outro profissional vindo da experiência do programa da TV Cultura, assumiu a direção.

A combinação de dramaturgia, humor, bonecos e conteúdo educativo acabou sendo reconhecida pela crítica. Em 1995, A Turma do Agente G recebeu o prêmio de Melhor Programa Infantil da APCA — Associação Paulista dos Críticos de Arte. A conquista teve importância especial por representar o primeiro prêmio da categoria concedido a um programa infantil produzido fora da TV Cultura, ajudando a recuperar a imagem da TV Record na produção de conteúdo para crianças.

O programa também ganhou uma identidade musical própria. O tema de abertura foi composto por Álvaro Petersen Jr. e Daniel Carlomagno. Posteriormente, foi lançado pelo selo Velas um CD interpretado por Gérson de Abreu, reunindo dois temas relacionados ao programa e outras canções infantis.

O fim do programa

Apesar das boas avaliações da imprensa e do reconhecimento da crítica, A Turma do Agente G enfrentou dificuldades para manter seu espaço na programação da Record. Em 1997, a concorrência com as telenovelas da Rede Globo, especialmente no horário nobre, contribuiu para a queda de audiência.

A emissora promoveu então um primeiro corte de verba, que atingiu alguns dos quadros da atração. A redução dos recursos acabou afetando a estrutura e a qualidade do programa. Posteriormente, a Record transferiu o infantil para a faixa da manhã, na tentativa de recuperar sua audiência.

A mudança, porém, não foi suficiente. Depois de pouco mais de dois anos no ar, A Turma do Agente G deixou definitivamente a programação da TV Record em 30 de maio de 1997.

Mesmo com sua curta trajetória, o programa ocupa um lugar relevante na história da televisão infantil brasileira dos anos 1990 por reunir profissionais vindos da TV Cultura, utilizar intensamente a linguagem de bonecos e apostar em uma combinação de humor, ficção, aventura e educação, além de ter conquistado o reconhecimento da APCA.

Nenhum episódio encontrado.

Prêmios

Galeria

Fontes
BRANDÃO, Toni. “Gerson é o Agente G que luta contra a C.O.I.S.A.” – Folha de São Paulo (31/03/1995); Depoimento - Fernando Gomes (27/11/20095); Depoimento Celso Exel (25/06/2011); “Bill vira mascote esportivo” – Jornal do Brasil (26/01/1996).

Video:

Onde assistir:

Nenhuma plataforma streaming encontrada para esse programa.

Deixe um comentário