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Coelhinho Teco Teco

L
Classificação
Etária
8,3
Avaliação
do Usuário
6,9
Avaliação
InfanDB

Coelhinho Teco Teco

Dados de Exibição

de 10/05/1955 a 12/10/1961

terça-feira; quinta-feira - 19h20; 18h

DIREÇÃO

ROTEIRO

PRODUÇÃO

"Quero à minha gurizada agradar"

Sinopse

Coelhinho Teco-Teco foi um popular programa infantil da TV Tupi exibido entre 1955 e 1961, protagonizado pela vedete Virgínia Lane. Interpretando o carismático coelhinho Filipe, Lane cativava crianças com contação de histórias, canções e uma árvore cenográfica icônica. A atração destacou-se pela forte interatividade, chegando a reunir centenas de sócios em seu clube oficial.

Elenco principal

"Quero à minha gurizada agradar"

Exibido pela TV Tupi do Rio de Janeiro entre 10 de maio de 1955 e 12 de outubro de 1961, o Coelhinho Teco-Teco foi um dos infantis mais memoráveis da época, sob a criação e produção de Rubens Monteiro. A atração era apresentada pela vedete Virgínia Lane, que dava vida ao coelhinho saltitante e alegre chamado Filipe, saindo de uma árvore cenográfica para comandar a atração com muita graciosidade.

Durante 30 minutos, Virgínia Lane divertia as crianças interpretando canções e contando histórias, mantendo a atenção dos oito pequenos convidados presentes no estúdio e de toda a audiência em casa.

O programa sofreu diversas mudanças de título devido à constante troca de patrocinadores. Inicialmente patrocinado pela Casa Valentim, o infantil também ficou conhecido como Coelhinho Valentim. Em 1958, passou a ser chamado de Coelhinho Philips, sendo apresentado às 18h. Já no ano seguinte, em 1960, a atração passou a ser patrocinada pela Lacta, ganhando um novo título e sendo exibida às quintas-feiras, às 18h35. Um dos elementos mais icônicos era o seu jingle, cantado pela garotada: “Eu sou o Coelhinho Teco-Teco, quero à minha gurizada agradar. Contar para vocês tintim por tintim. Sou o Coelhinho da Casa Valentim!”.

A trajetória do programa foi marcada por fatos curiosos. No primeiro ano, Virgínia Lane recebeu uma estatueta de ouro ofertada por uma família, em agradecimento por uma criança que sofria de paralisia ter deixado a cadeira de rodas, motivada pela afeição ao personagem. O figurino também gerou polêmica: inicialmente, a apresentadora usava um colant curtíssimo que foi reprovado pelas famílias telespectadoras, obrigando a produção a esticá-lo até o meio das pernas.

O sucesso foi tão expressivo que o infantil ganhou versões em outros estados, estreando em São Paulo em setembro de 1955, consolidando-se como sucesso no Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Além disso, Virgínia Lane gravou o LP infantil O Coelhinho Conta Histórias pela gravadora CID, onde narrava as fábulas do personagem.

Em agosto de 1959, o programa foi transferido para a TV Rio, mantendo o dia e o horário. A mudança teria ocorrido após Virgínia ficar chateada com uma caricatura feita pela artista Nádia Maria no programa Boite de Ali Babá e os 40 Garçons, o que motivou a saída da atriz da TV Tupi. Mesmo com as mudanças, o engajamento com o público era extraordinário; em 1961, último ano de exibição, o clube fundado por Virgínia contava com 500 inscritos, que recebiam uma carteirinha de sócio após enviarem cartas ao programa.

Galeria

O Coelhinho Conta Histórias

Selo: Carroussell – 10.007, Carroussell – 10007
Formato: Vinil, LP, Album
Country:

A1 – O Menino Triste
A2 – O Cravo E A Rosa
A3 – O Urso Bolinha
A4 – Don Sapito
B1 – A Raposa Espertalhona
B2 – O Esquilo Dentucinha
B3 – O Anel Encantado

Fontes
SILVA, Luis Sérgio Lima e –TV Tupi do Rio de Janeiro, Uma Viagem Afetiva. São Paulo, Imprensa Oficial, 2010; “Chega terça-feira o Coelhinho Teço-Teco”- Diário da Noite (06/05/1955); “Nádia Maria” – Radiolândia (05/09/1959).

Onde assistir:

Nenhuma plataforma streaming encontrada para esse programa.

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