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Circo Bombril

L
Classificação
Etária
5,0
Avaliação
do Usuário
9,8
Avaliação
InfanDB

Circo Bombril

Dados de Exibição

de 18/09/1950 a 22/03/1970.

segunda-feira; quarta-feira - 20h; 19h30

Tá certo ou não tá, garotada?

Sinopse

O Circo na TV revolucionou o entretenimento infantojuvenil ao levar a magia do picadeiro para a televisão brasileira. Comandado inicialmente por Walter Stuart e consagrado pelo palhaço Carequinha, alcançou o topo sob o nome de Circo Bombril. Entre bordões icônicos e humor pastelão com a trupe de Zumbi e Meio Quilo, a atração unia diversão a mensagens educativas. O sucesso estrondoso expandiu o formato de São Paulo e Rio de Janeiro para Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Ao mudar de patrocinador, a histórica produção despediu-se do grande público infantil com o título de Circo Ping-Pong.

Elenco principal

Tá certo ou não tá, garotada?

O Fenômeno do Circo na TV

A era de ouro da televisão brasileira foi profundamente marcada por atrações que moldaram a infância de gerações. Inicialmente, essa inovadora atração circense estreou sob o título de Circo na TV, contando com o carismático Walter Stuart no papel de mestre de cerimônias e principal responsável pela produção do programa. Além disso, o dinamismo das imagens na tela ficava sob a cuidadosa direção de TV de Luís Galon, enquanto as divertidas pantomimas e esquetes cômicas eram comandadas pela memorável e clássica dupla Fuzarca, Torresmo e Positivo.

Com o crescimento da audiência, o formato expandiu-se e ganhou novos horizontes. Na TV Tupi do Rio de Janeiro, o produtor David Cohen enxergou o potencial do segmento e convocou George Savalla Gomes, imortalizado como o palhaço Carequinha, para liderar a atração principal desse programa infantil de imenso sucesso. Posteriormente, com a chegada de um dos maiores patrocínios da história da publicidade televisiva, o show passou a se chamar Circo Bombril. Desse modo, São Paulo e Rio de Janeiro consolidaram suas próprias versões independentes e de altíssimo faturamento.

 

Quadros, Personagens e Bordões Inesquecíveis

Acima de tudo, os bordões do palhaço Carequinha tornaram-se verdadeiros hinos para o público mirim, destacando-se as clássicas frases: “Aiaiai, carrapato não tem pai” e “Tá certo ou não tá, garotada?”. Utilizando sua tremenda empatia e carisma com a audiência infantil, Carequinha aproveitava o espaço para transmitir valiosas lições sobre higiene pessoal, bom comportamento e segurança.

Ademais, a trupe cresceu com a chegada do comediante Zumbi, que protagonizava momentos do mais puro humor pastelão, além do querido e trapalhão anãozinho Meio Quilo. Para completar a atmosfera do picadeiro, Oscar Polidoro atuava como o autêntico mestre de cerimônias do Circo, conduzindo o espetáculo de forma enérgica, sempre apitando e batendo seu chicote.

 

Expansão para Outros Estados e Mudança de Patrocínio

Devido ao sucesso estrondoso, em setembro de 1956, foi a vez de a TV Itacolomi, em Minas Gerais, ganhar a sua própria versão do Circo Bombril. Carequinha e sua trupe viajavam regularmente para Belo Horizonte para gravar o programa, que contava com a direção local de Floriano Andrade. Embora Carequinha tenha permanecido apenas um ano em terras mineiras — com exibições estratégicas aos sábados, às 19h30 —, o infantil continuou no ar com enorme sucesso sob o comando do Palhaço Moleza, interpretado magistralmente por Antônio Cerezo.

Do mesmo modo, Carequinha levou a magia do picadeiro para diversas regiões do país. No Sul e no Sudeste, ele apresentou versões consagradas: na TV Paraná, o show foi ao ar em 1965 com produção de Ulisses Triana, sob os títulos de Cirquinho do Canal 6 e Circo do Carequinha; na TV Piratini de Porto Alegre, a atração manteve-se firme por dois anos; e na TV Rádio Clube do Recife, o público pernambucano pôde prestigiar o espetáculo durante um ano inteiro.

Por fim, após o encerramento do contrato de exclusividade com a marca de produtos de limpeza, o icônico Circo garantiu um novo investidor e passou a se chamar Circo Ping-Pong, mantendo viva a chama da alegria circense na história da nossa TV.

Galeria

Fontes
PAIVA, Waldemir, “A Fascinante História de David Cohen” – Revista do Rádio (nº 755 - 1964); “Circo Bombril” – Revista do Rádio (25/01/1958); “Televisão” – Diário Carioca (1965).

Onde assistir:

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