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Vila Esperança

L
Classificação
Etária
8,3
Avaliação
do Usuário
7,8
Avaliação
InfanDB

Vila Esperança

Dados de Exibição

de 31/08/1998 a 09/04/1999

de segunda a sexta-feira - 17h; reprise às 10h do dia seguinte

Na Vila Esperança, cada aventura vira uma descoberta.

Sinopse

Em uma vila repleta de crianças, invenções, histórias e aventuras, Tio Du e Professor Piragibe ajudam a garotada a enfrentar situações do cotidiano enquanto aprendem sobre amizade, cidadania, solidariedade, ecologia e respeito às diferenças.

Elenco principal

Na Vila Esperança, cada aventura vira uma descoberta.

Vila Esperança foi um seriado infantil criado pelas pedagogas Marisa Mello Martins e Betina Rugna, a partir da experiência das autoras com peças de teatro. O projeto foi inicialmente apresentado ao SBT, mas, após a recusa da emissora, acabou sendo desenvolvido pela TV Record, em parceria com a produtora independente Idea e a ONG Parábola. A proposta era unir dramaturgia, humor, educação e cultura em uma atração voltada às crianças.

A série estreou em 31 de agosto de 1998, ocupando a faixa das 17h, com reapresentação às 10h do dia seguinte. Os episódios tinham aproximadamente uma hora e apresentavam histórias construídas a partir de temas relacionados ao universo infantil. A produção realizou previamente pesquisas para identificar necessidades e assuntos de interesse das crianças, que serviam de base para as situações apresentadas no programa.

No centro da história estava Tio Du, interpretado por Gerson de Abreu, um simpático radialista e proprietário da mercearia da vila. Seu jeito bem-humorado fazia com que a rádio fosse também um espaço de informação e diversão. Tio Du podia criar uma atmosfera de suspense para anunciar uma tragédia e, segundos depois, colocar uma vinheta alegre para anunciar uma festa.

Seu irmão, Professor Piragibe, vivido por Brian Pennido, era o cientista e inventor da turma. Instalado em seu laboratório, cercado por experiências, máquinas e invenções, ajudava as crianças a compreender fenômenos e descobrir novas maneiras de solucionar problemas.

A garotada mantinha um clubinho instalado em um antigo depósito do professor, equipado com máquinas, traquitanas e uma passagem secreta pelo Beco da Vila. O grupo era liderado por Fabinho Biu, garoto esportista e bom de bola. Sua melhor amiga era Juju, uma menina sensível e ligada à música. Também faziam parte da turma Zé Batata, conhecido pelo bom humor e pelo apetite; Nanda, preocupada com moda e aparência; Mima, a esperta irmã mais nova de Fabinho; Guilherme, o CDF; e Renata.

Outro ponto de encontro da criançada era a casa de Vô Zico e Vó Iza. Enquanto o avô reunia os pequenos para contar histórias, a avó preparava quitutes e aproveitava as ocasiões para ensinar a importância de uma alimentação saudável. As histórias do Vô Zico também serviam de passagem para o universo de animais representados por bonecos.

A tranquilidade da vila era constantemente ameaçada por Mil Faces, um vilão que elaborava planos em seu “Muquifo” para dominar o bairro e acabar com sua harmonia. Seu principal aliado era Meia Boca, um ajudante atrapalhado que, invariavelmente, acabava comprometendo os planos do chefe.

Quadros, personagens e universo educativo

Além da trama principal, Vila Esperança possuía diversos quadros que ampliavam o conteúdo educativo da série.

Em “Passo a Passo”, Tio Du ensinava trabalhos manuais, como dobraduras e colagens, enquanto Professor Piragibe apresentava experiências científicas. O programa também estimulava as crianças a criarem brinquedos e objetos utilizando materiais simples e recicláveis.

No quadro “Na Rua”, a repórter cibernética Estela Natela saía pela cidade de patins para investigar assuntos de interesse das crianças. Seu trabalho permitia abordar profissões, lugares, atividades culturais, lazer e outras curiosidades.

Já “P Arabutãs” levava a criançada para o imaginário do Reino da Mata, onde Vô Zico contava histórias protagonizadas por animais manipulados por bonecos. Entre eles estavam o tucano Tucá, o mico-leão-dourado Omar Caco, a tartaruga Tataguga, o lobo-guará Leonil e a cobra Natasha, todos sob a liderança do leão Rei Chuá.

Em “Fique Esperto”, o conteúdo era ainda mais diversificado. As crianças podiam conhecer informações sobre fauna e flora, profissões, esportes e o funcionamento de diferentes objetos e atividades, além de acompanhar entrevistas com personalidades ligadas ao cinema e à música.

A proposta educativa não ficava restrita aos quadros. Cada episódio podia abordar assuntos como ecologia, ciúmes, preconceito, solidariedade, amizade, respeito às diferenças, tecnologia, voluntariado, orgulho e cidadania, sempre utilizando situações vividas pelos próprios personagens.

Cenografia, produção e repercussão

Para construir o universo da série, a produção investiu aproximadamente US$ 1,3 milhão em cenários, figurinos e equipamentos. A cenografia idealizada por Alexandre Thallinger ocupava mais de 600 m² e foi construída sobre uma estrutura de aproximadamente sete toneladas de ferro.

O espaço reproduzia uma vila inteira, com lago, árvores, ruas e diferentes edificações, entre elas a mercearia de Tio Du, a casa de Vó Iza e Vô Zico, o laboratório do Professor Piragibe, o Beco das Crianças e a estrutura metálica onde ficava o esconderijo de Mil Faces. A produção chegou a reunir cerca de 100 profissionais.

A aposta em uma estrutura cenográfica ampla e em uma dramaturgia infantil com preocupações educativas fez com que a produção chamasse atenção desde os primeiros meses. Em apenas um mês no ar, Vila Esperança chegou ao segundo lugar de audiência em seu horário, com cerca de oito pontos no Ibope, atrás apenas de Malhação.

Apesar do início promissor, a audiência caiu posteriormente e chegou a uma média diária de dois pontos. A situação acabou interferindo diretamente no futuro da produção. Gerson de Abreu, contratado diretamente pela Record e não pela produtora independente Idea, não teve seu contrato renovado. Com a saída de Tio Du, personagem central da série, o formato foi modificado: a narrativa deixou de apresentar um episódio mais longo e passou a trabalhar com três histórias curtas.

Mesmo com os problemas de audiência, a produção recebeu reconhecimento da crítica. Em 30 de março de 1999, Vila Esperança recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de Melhor Programa Infantil de 1998, consolidando sua importância entre as produções infantis brasileiras daquele período.

A série acabou deixando a programação da Record em abril de 1999. Fontes consultadas registram 9 de abril de 1999 como a data de encerramento da exibição original.

Prêmios

Galeria

Abertura de Vila Esperança

Composição: Izy Gordon, Marcos Bowie, Fernando Salém

Vou me mandar
Rapidinho lá pra
Vila Esperança

Lá tem quem canta
Tem quem dança
Quem cozinha ou enche a pança

Quem trabalha ou descansa
Tá chegando de mudança

Tô me mandando pra lá

Vila lá lá lá
Vila Esperança

Vila Esperança

Selo: Record Music – LRCD 137
Formato: CD, Álbum
Lançado: 1998

1 – Abertura Vila Esperança – Coro: Izy Gordon, Marcos Bowie e Fernando Salém
2 – Fabinho Bom de Bola – Negritude Jr.
3 – Video Game – Marcelo Aquino
4 – Mimania – Míriam Maria
5 – Querido Diário – Eliana
6 – Cadê o Tio Du? – Fernando Salém e Gérson de Abreu
7 – Mil Faces – Jerry Adriani
8 – A Máquina do Tempo do Professor Piragibe – Marcos Bowie
9 – Meia Boca – Kid Vinil
10 – A Menina, a Flor e Passarinho – Cleiton e Camargo
11 – Rei Chuá – Edson Montenegro
12 – Zéba, o Poeta – André Abujamra
13 – Atitude – Graça Cunha
14 – Rádio de Pilha – Gérson de Abreu

Fontes
INFANTV. “Vila Esperança” – série de 1998. ELIAS, Eduardo. “Novo programa infantil discute cidadania” – Agência Estado (28/06/1998). MARQUES, Rosângela. “Novos programas infantis resgatam inocência” – Antevê (14/06/1998). JARDIM, Vera. “Record investe em programa educativo” – Jornal do Brasil (25/06/1998). SANTANA, André. “Saiba mais sobre Vila Esperança, infantil pouco lembrado da Record” – Tele-visão.

Video:

Onde assistir:

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