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Topo Gigio Especial

L
Classificação
Etária
7,8
Avaliação
do Usuário
6,9
Avaliação
InfanDB

Topo Gigio Especial

Dados de Exibição

de 28/11/1970 a 06/02/1971

sábado - 13h30

ROTEIRO

PRODUÇÃO

O ratinho italiano que conquista a criançada com humor, música e um inesquecível beijinho de boa noite.

Sinopse

Topo Gigio Especial foi o primeiro programa infantil de Topo Gigio com atração própria na TV Globo. Depois de conquistar o público no "Mister Show", o simpático ratinho italiano ganhou um espaço dedicado às crianças, protagonizando histórias, esquetes, músicas e situações divertidas ao lado de Agildo Ribeiro.

Elenco principal

O ratinho italiano que conquista a criançada com humor, música e um inesquecível beijinho de boa noite.

Em pleno regime militar, um ratinho importado dividia as atenções junto com a telenovela Beto Rockfeller. Tratava-se de Topo Gigio, bonequinho criado pela italiana Maria Perego, que ganhou fama internacional com seu personagem.

Em seu país de origem, Topo Gigio era apresentado pela atriz Gina Lollobrigida e, nos Estados Unidos, aparecia no famoso “Ed Sullivan’s Show”. O ratinho também chegou à Argentina, onde alcançou grande prestígio. Foi justamente ali que membros da cúpula da Rede Globo, que estavam no país, conheceram e aprovaram o espetáculo, entrando em contato com Maria Perego para comprar os direitos de transmissão de Topo Gigio no Brasil.

A chegada à TV Globo

Logo convidaram Agildo Ribeiro para contracenar com o boneco, e uma equipe italiana acompanhou o processo de adaptação durante um mês, transmitindo todos os detalhes técnicos e as características do texto que precisavam ser transformados para a realidade brasileira, incluindo até mesmo o sotaque. Para isso, os italianos escreviam a sonoridade fonética das palavras para que fossem pronunciadas corretamente.

Topo Gigio estreou na TV Globo no dia 8 de maio de 1969, no programa de auditório Mister Show, com direção de Augusto César Vanucci. A atração, exibida nas noites de quinta-feira, logo se transformou em um sucesso inesperado.

Após a grande repercussão, o ratinho enfrentou o problema de não haver espaço adequado para ele na grade de programação da emissora. Pelo preço de 460 mil cruzeiros para a temporada de 1970, o personagem não poderia ser descartado do lucrativo horário nobre. Porém, o “Mister Show” apresentava, em alguns de seus quadros, uma leve atmosfera sexy, enquanto Miele comandava a atração com um tom de malícia, totalmente inadequado para o público infantil.

Com o término do quadro em novembro de 1970, o bonequinho ganhou um programa com seu próprio nome, Topo Gigio Especial. O infantil tinha novo dia e horário, aos sábados, às 13h30, e assumia uma proposta educacional de orientar as crianças em suas obrigações diárias, como escovar os dentes, lavar as orelhas e fazer a oração, entre outras coisas.

Um programa exclusivo para o ratinho

No programa, o ratinho tinha a voz do italiano Peppino Mazzullo, que não falava português, mas decorava a sonoridade das palavras e, assim, conversava com o público. Ambos protagonizavam esquetes enquanto cantarolavam “Meu limão, meu limoeiro”, entre outras músicas. As crianças esperavam ansiosas pelo momento em que o boneco, no final do programa, pedia “um beijinho de boa noite”, com seu sotaque italiano e balançando a perninha.

O boneco era manipulado em um palco especial com fundo preto e cortinas de veludo da mesma cor, projetado para absorver o máximo de luz ambiente possível, o que ajudava a esconder os manipuladores, que também estavam vestidos de preto da cabeça aos pés.

Para o novo programa, a produção recebeu um investimento maior do que na primeira temporada. A estrutura incluía a hospedagem de Maria Perego e de sua equipe, que acompanhavam de perto as gravações brasileiras. A própria criadora fazia questão de supervisionar o trabalho para garantir que o personagem mantivesse suas características originais. A direção das gravações ficou novamente sob responsabilidade de Augusto César Vanucci, com a assistência direta de Maria Perego.

A nova fase também trouxe uma mudança importante na relação de Topo Gigio com os artistas brasileiros. Depois de dividir a cena com Agildo Ribeiro em sua primeira passagem pelo país, e ser considerado gay pelos beijinhos pedidos ao interlocutor, o ratinho passou a contracenar com Regina Duarte, então protagonista da novela Véu de Noiva. A atriz ocupava boa parte dos capítulos gravados com Topo Gigio, enquanto Agildo Ribeiro também retornava em alguns episódios. A aproximação entre o ratinho e Regina era explorada como uma espécie de romance infantil e bem-humorado, com Topo Gigio tentando conquistar seus famosos beijinhos.

A atriz estava grávida durante as gravações e acreditava que sua convivência com o personagem poderia ajudá-la a estabelecer uma comunicação mais descontraída com o público infantil. Os dois conversavam durante cerca de dez a quinze minutos sobre assuntos relacionados à família e aos pequenos problemas enfrentados pelo ratinho.

O universo de Topo Gigio e o fenômeno de popularidade

A nova temporada ampliava ainda o universo do personagem. Topo Gigio não aparecia mais apenas como um ratinho solitário: a produção apresentava sua família, criada por Maria Perego, formada pelo pai, Don Pasqual; pela mãe, Tanuzza; pelos avós Teodoro e Santuzza; pelo tio Franceschiello; pelos irmãos Gigino e Gigina; e pela amiga Rosy, apresentada como a namorada secreta de Topo. A ideia era aproximar o personagem da realidade familiar brasileira e mostrar um universo próprio ao redor do pequeno ratinho.

Durante a temporada, a produção chegou a prever aproximadamente 30 programas. O personagem também protagonizava cenas externas, ampliando o espaço ocupado por Topo Gigio para além do tradicional estúdio. Em uma das gravações, uma orquestra chegou a se apresentar no Aterro do Flamengo, com Marcos Valle tocando e cantando em plena pista, em uma produção que acabou provocando alguma perturbação no trânsito.

Além das histórias protagonizadas pelo ratinho, o programa contou com a participação de artistas como Elizângela e o grupo The Fevers.

Nos estúdios da Globo, ninguém entrava durante as gravações, a não ser a equipe do programa. A presença de fotógrafos só era permitida depois de uma autorização escrita da emissora, assim mesmo com o filme apreendido e entregue, depois de dois dias, revelado. Também Maria Perego e sua equipe só concediam entrevistas com autorização da Globo.

“Topo Gigio Especial” gerou uma série de produtos lançados pela Estrela, como pasta de dente, camiseta, boné, chaveiro, escova e xampu, tornando-se um verdadeiro fenômeno de produtos licenciados. Os discos lançados pela Philips, “Topo Gigio” (1969), “Topo Gigio N° 2” (1970) e “Topo Gigio Apresenta Rose” (1971), fizeram grande sucesso nas paradas por muito tempo.

No episódio final, no dia 6 de fevereiro de 1971, as crianças não conseguiam esconder a tristeza ao ver o boneco indo embora com uma trouxinha no ombro, virando-se no caminho para acenar para o público.

Galeria

Topo Gigio

Selo: Philips – 441.443 PT
Formato: Vinil, Compacto
Lançado: 1969

1 – Meu Limão, Meu Limoeiro
2 – Popurri Junino:
Cai Cai Balão
Capelinha de Melão
Sonho de Papel
3 – A Tramontana
4 – Chove Chuva

Topo Gigio – 2

Selo: Philips – 441.449
Formato: Vinil, Compacto
Lançado: 1969

1 – O Calhambeque
2 – Nesta Rua
3 – O Sole Mio
4 – Diálogo de Boa Noite

Topo Gigio Apresenta Rose

Selo: Philips – 441.471 PT
Formato: Vinil, Compacto
Lançado: 1971

1 – Fui no Tororó
2 – Marcha do Goal
3 – Cry Me A River
4 – Canção de Ninar

Fontes
RIBEIRO, Agildo. Agildo Ribeiro - o Capitão do Riso. São Paulo, Imprensa Oficial, 2007; MEMÓRIA GLOBO. Dicionário da TV Globo, v.1: programas de dramaturgia & entretenimento. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003; “Tempo para o rato” (12/08/1970) – Veja 101.

Onde assistir:

Nenhuma plataforma streaming encontrada para esse programa.

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